O presidente estadual do PT Paraná, deputado Arilson Chiorato, se manifestou a favor da denúncia aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra a trama golpista liderada por Jair Bolsonaro. Mais cedo, os cinco magistrados da Primeira Turma aceitaram a tese defendida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para o deputado Arilson, além da investigação jurídica, é fundamental unir esforços para que não ocorra uma futura virada de mesa. Bolsonaristas tentam a aprovação de uma anistia no Congresso Nacional.
Após dois dias de manifestações da PGR, dos advogados de defesa e dos ministros, o Colegiado seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que detalhou os crimes imputados contra Bolsonaro e outros sete acusados. Ele ainda desmistificou o argumento de que os agora réus não tiveram direito à defesa.
Para os ministros, segundo informou o STF, a denúncia demonstrou a prática de crimes e indícios de autoria dos acusados, com a descrição dos fatos que possibilitaram o contraditório e a ampla defesa. Os denunciados passarão a ser réus numa ação penal. Esse é o primeiro grupo de denunciados na Petição (Pet) 12100 e trata do “Núcleo 1”, chamado pela PGR de “Núcleo Crucial”.
O presidente estadual do PT, deputado Arilson, comemorou esse passo da investigação. Para ele, por outro lado, a justiça será completamente feita a partir do momento que for afastada a possibilidade de anistia pleiteada aos golpistas.
“Sem anistia. Esse é o clamor do povo brasileiro sobre o julgamento das pessoas que tramaram um golpe de estado. Um golpe que não foi executado. Se tivesse êxito, eu não teria a liberdade de estar hoje aqui com a plaquinha ‘Sem anistia’”, destacou o presidente estadual.
Para Arilson, pessoas em conluio com autoridades militares planejaram para além de não acatar um resultado das urnas democráticas do Brasil, queriam assinar um presidente da República, um vice-presidente e uma autoridade do STF.
“Hoje, não está sendo julgado o inominável. O que está sendo julgado todo um contexto que fizeram mal para o país. Uma turma que fez mal criando a fila do osso por não terem feito desempenho econômico que o Brasil precisava, por negar a ciência, por negar a saúde, numa pandemia, matando 700 mil brasileiros”, elencou.
A crítica do presidente estadual do PT ocorre porque antes de virar réu, Bolsonaro e sua turma criaram um movimento para anistiar os golpistas. Principalmente ele próprio. “Sem anistia para nenhum dos envolvidos no planejamento do golpe e punição para os culpados”, conclui Arilson.