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Oposição reage a fake news sobre vacinas na Alep e cobra responsabilidade

Durante a sessão plenária desta quarta-feira (2), o Líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Arilson Chiorato (PT), repudiou as declarações de parlamentares bolsonaristas que espalharam fake news sobre a vacinação contra a COVID-19.

“Milhões de vidas foram salvas graças à vacina. A desinformação é perigosa, irresponsável e mata. Vacina não é de esquerda ou de direita. Vacina é direito à vida”, declarou o deputado.


O parlamentar desmentiu a existência de um suposto relatório americano que condenaria a eficácia dos imunizantes.

Segundo ele, nenhum órgão oficial dos Estados Unidos publicou qualquer documento contra a vacina. Pelo contrário, entidades como o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Organização Mundial da Saúde (OMS), e o Ministério da Saúde reforçam que as vacinas são seguras, eficazes e fundamentais para conter a pandemia.

A manifestação do deputado acontece em meio às campanhas nacionais de vacinação contra a gripe e a dengue. Para o deputado Arilson, o ressurgimento de boatos nas redes sociais e em grupos de mensagens busca sabotar a confiança da população e reduzir a adesão à imunização.

O parlamentar destacou ainda que o Brasil não está sozinho na vacinação infantil. Países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Irlanda, Grécia, Espanha, entre outros, aplicam vacinas em crianças a partir dos seis meses, conforme diretrizes de saúde pública.

“É uma estratégia perigosa. A politização da saúde coloca vidas em risco. Não podemos permitir que boatos minem uma política pública essencial como a vacinação”, alertou o deputado Arilson.

Deputados da Oposição rebatem desinformação

Outros parlamentares da Oposição também reforçaram o compromisso com a ciência e a saúde pública.

O deputado Professor Lemos (PT) apontou riscos incutidos no discurso antivacina. “Não podemos compactuar com esse discurso antivacina. Basta consultar a história. As vacinas salvam vidas. A ciência salva vidas. No Brasil, durante a pandemia de COVID-19, por conta dessa postura antivacina, promovida inclusive pelo presidente da República, perdemos mais de 750 mil vidas. Uma irresponsabilidade lamentável. Quem prega contra a vacina, prega contra a vida.”

Já a deputada Luciana Rafagnin (PT) enfatizou a importância da vacinação. “A vacina, com toda certeza, é a forma mais eficaz de prevenir e erradicar doenças, como o sarampo, rubéola e poliomielite. A vacina mudou o curso da epidemia de COVID-19, salvou muitas vidas. Antes da imunização, somente num dia foram mais de 3 mil mortes de brasileiros”.

Por sua vez, o deputado Renato Freitas (PT) trouxe dados e contexto histórico sobre o tema. “É importantíssimo observar que o Brasil tem 2,7% da população mundial. Entretanto, nós fomos 10% das vítimas de COVID no mundo, sendo o país, proporcionalmente, onde mais se morreu de COVID junto com os Estados Unidos. Isto por conta de uma política de propagação da ignorância a fim de ideologizar o debate para que houvesse um proveito político com isso. Aqueles que por inércia, por incompetência, não conseguiram gerir o Estado na crise de saúde sanitária, conseguiram colocar os seus próprios erros e sujeiras embaixo do tapete a partir dessa cortina de fumaça da ideologização e da ignorância”.

Por fim, o deputado Dr. Antenor (PT) criticou com firmeza a postura do ex-presidente da República, que apoiou a disseminação de desinformação, inclusive sobre vacina. “A mim, que sou profissional da área da saúde e vivo isso cotidianamente, é lamentável que se usem argumentos pseudocientíficos para impor ao povo brasileiro uma loucura. Eu não imaginava isso na minha carreira. A partir do posicionamento ridículo do ex-presidente da República, que vai ser preso em breve, se levou a um prejuízo imenso”.

Compromisso com a vida e a verdade
A Bancada de Oposição na Alep reforça que a vacinação é uma política pública baseada em ciência, aprovada por instituições internacionais, e responsável por salvar milhões de vidas no Brasil e no mundo.

Para os parlamentares da Bancada, espalhar mentiras sobre vacinas não é liberdade de expressão, mas um atentado à saúde pública.

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