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Deputado Arilson critica Flávio Bolsonaro por “negociar venda do Brasil” e alerta para risco à soberania

Líder da Oposição afirma que “o Brasil não é quintal de ninguém” e defende que recursos do país sirvam ao povo brasileiro

(30/03/26)

O deputado Arilson Chiorato (PT), Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente do PT-PR, criticou nesta segunda-feira (30) a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou nos Estados Unidos que o Brasil pode ajudar o país norte-americano a depender menos da China.

O Líder da Bancada afirmou que, ao se colocar como pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro já está negociando o país. Para o deputado Arilson, a fala indica uma abertura para que recursos estratégicos brasileiros atendam interesses externos, o que, segundo ele, coloca em risco a soberania nacional.

Em discurso no Plenário, o Líder da Oposição destacou o contraste entre esse tipo de posicionamento e a realidade enfrentada pela população. Ele afirmou que o aumento no custo de vida exige responsabilidade nas decisões políticas.

“Enquanto o povo paga caro na gasolina e na comida, ele apresenta o nosso país como solução para outros países”, disse.

O deputado Arilson citou a participação de Flávio Bolsonaro na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) – evento que reúne lideranças da direita internacional. De acordo com o Líder da Oposição, a declaração de que o Brasil pode ajudar os Estados Unidos a depender menos da China precisa ser debatida com transparência. “Mas ajudar com o quê?”, questionou.

Recursos estratégicos e destino das riquezas
Na avaliação do parlamentar, o Brasil possui ativos essenciais para a economia global, especialmente minerais utilizados em tecnologias, veículos e equipamentos industriais. Esse conjunto de recursos, afirmou, deve ser tratado como base para o desenvolvimento interno e não como instrumento de negociação política externa.

O deputado Arilson defendeu que a discussão precisa considerar o interesse da população. Ele afirmou que o país deve priorizar geração de emprego, renda e fortalecimento da indústria. “Vai servir para o povo brasileiro ou para os interesses fora do Brasil?”, disse.

Conflitos internacionais e impacto direto na população
O Lider da Oposição também relacionou o tema ao cenário global. De acordo com o deputado Arilson, disputas por energia, recursos naturais e poder já influenciam a economia mundial e afetam diretamente o dia a dia das pessoas.

“A gasolina sobe, sobe o frete, sobe a comida e tudo fica mais caro”, afirmou. o deputado Arilson ainda alertou para os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o fornecimento de fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola. A redução na oferta pode impactar safras, pressionar preços e atingir toda a cadeia produtiva.

Ele ressaltou ainda que os efeitos de conflitos não se encerram rapidamente. Mesmo após o fim das disputas, a recuperação econômica pode levar anos, o que prolonga os impactos sobre produção, abastecimento e custo de vida.

Defesa do país e do interesse público
O deputado Arilson afirmou que a defesa do Brasil passa pelo uso responsável de seus recursos. “Isso não é patriotismo. Patriotismo é defender o país”, declarou.

O Líder da Oposição reforçou que as riquezas nacionais devem contribuir para melhorar a vida da população e fortalecer o desenvolvimento interno. “O Brasil não é quintal de ninguém. O Brasil não está à venda”, disse. Ele fez questão de ressaltar a crítica e marcou posição ao afirmar: “Quando eles oferecem o Brasil, a gente defende o Brasil”.

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