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Deputado Arilson cobra fiscalização do Governo Ratinho Jr. para frear alta dos combustíveis

Líder da Oposição na Alep pediu apuração sobre reajustes que não chegam ao consumidor, além de corte no ICMS do diesel


(16/03/26)

O Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente do PT-PR, deputado Arilson Chiorato, cobrou nesta segunda-feira (16) uma resposta do Governo Ratinho Jr. para conter os efeitos da alta dos combustíveis no estado. Na tribuna do Plenário, o parlamentar defendeu a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel, criticou a ausência de medidas por parte da gestão estadual, como fiscalização dos preços nas bombas, e anunciou encaminhamento de pedidos de apuração aos órgãos reguladores e fiscalizadores, como o Procon-PR.

“Ratinho Jr. não pode cruzar os braços enquanto o povo paga a conta. O Paraná precisa agir para defender o consumidor, e não deixar o abuso correr solto”, criticou a inércia do Governo do Estado.

O deputado Arilson rejeitou a versão de que o avanço nas bombas possa ser explicado apenas pela crise internacional. Ele lembrou que a justificativa apresentada nos últimos dias apontava para a guerra dos EUA e Israel contra o Irã e para a oscilação do petróleo, mas ressaltou que já havia aumento no Paraná mesmo antes de reajuste na refinaria.

Para o deputado Arilson, esse comportamento necessita de fiscalização e de resposta do poder público, porque o impacto não fica restrito ao abastecimento. “O preço dos combustíveis atinge primeiro o transporte, mas, de imediato, alcança a produção, pressiona o comércio e chega à mesa das pessoas. Isso não é mercado. Isso é abuso. Isso é exploração. Vai para o preço dos alimentos, vai para o bolso de quem trabalha, vai para a mesa das famílias que já estão no limite”, declarou.

Para o Líder da Oposição, a discussão não é contra a atividade econômica nem contra o lucro legítimo. “O que está em debate, é o uso de uma crise externa como justificativa para impor reajustes excessivos ao consumidor. Não cabe ao povo paranaense absorver sozinho um peso que precisa ser enfrentado com fiscalização e decisão política”, pontuou.

Governo Lula zerou impostos federais sobre o diesel

O deputado Arilson citou como exemplo duas medidas adotadas pelo governo federal para conter os preços nas bombas. Além de zerar as arrecadações de PIS e Cofins, publicou uma medida provisória que criou uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel. Juntas as duas iniciativas correspondem a R$ 0,64. Porém, o parlamentar criticou que sem fiscalização nos estados, os preços não chegam ao consumidor.

O deputado Arilson também citou os valores cobrados pelo Paraná em ICMS sobre os combustíveis. O Estado arrecada R$ 1,57 por litro de gasolina e R$ 1,17 por litro de diesel, de acordo com o Líder da Oposição. Com essa carga, afirmou, o governador não pode se afastar do debate nem tratar a alta como um problema exclusivamente externo. “O Governo Federal fez sua parte. Ratinho Junior até agora não fez a dele. Não pode posar de espectador enquanto o povo segue sendo espremido”, disse.

Como desdobramento da cobrança, o deputado Arilson anunciou a apresentação de um indicativo legislativo para que o Executivo estadual reduza o ICMS sem provocar renúncia fiscal. Existe caminho técnico e legal, conforme o parlamentar, para aliviar o peso do imposto e reduzir a pressão sobre quem depende do combustível para trabalhar, produzir e circular.

Oposição aciona Ministério Público, ANP e Procon-PR
Outro ponto levantado pelo Líder da Oposição foi a diferença entre o preço da refinaria e o valor pago pelo consumidor final. Ao citar dados da Petrobras, ele lembrou que a gasolina era vendida a R$ 3,08 por litro no fim do Governo Bolsonaro e hoje está em R$ 2,57. Mesmo com essa redução, disse o parlamentar, o recuo não chegou às bombas.

O deputado Arilson relacionou esse descompasso a decisões tomadas nos últimos anos, como a venda da BR Distribuidora e o aumento do ICMS nos estados. No Paraná, segundo ele, o resultado aparece no bolso de quem abastece e depende de preço justo para manter a rotina. A crítica se soma à cobrança por uma ação mais firme do Estado na defesa do consumidor.

Por isso, o Líder da Oposição anunciou o envio de expediente ao Ministério Público do Paraná, à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e ao Procon-PR, pedindo apuração sobre possíveis abusos nos preços praticados pelos postos de combustíveis, além de reforçar a fiscalização no setor.

“O consumidor paranaense está sendo lesado. Não dá mais para fazer de conta que não é com eles. É hora de enfrentar a máfia do combustível e agir de verdade pelo povo do Paraná”, concluiu.

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