Menor tarifa e estradas duplicadas é o pedido de Francisco Beltrão

O auditório da Associação dos Municípios do Sudoeste (Amsop, em Francisco Beltrão, foi o palco da audiência pública sobre o pedágio, promovido pela Frente Parlamentar que trata do tema da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta sexta-feira (18/02). Mais uma vez, representantes da sociedade civil organizada tiveram a oportunidade de apontar sugestões para a nova concessão. Em linhas gerais, todos pediram pedágio só se for pela menor tarifa e estradas duplicadas com garantia em contrato.

Audiência ocorreu em Francisco Beltrão (Dálie Felberg/Alep )

O encontro foi presidido pelo deputado Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia, acompanhado do coordenador da Frente Parlamentar, deputado Arilson Chiorato (PT), e teve a presença de um grande número de deputados, prefeitos, vereadores, lideranças e representantes de entidades do setor produtivo.

De acordo com o deputado Arilson Chiorato, a cada audiência fica claro o desejo da população pelo menor preço da tarifa e o anseio de trafegar por estradas duplicadas. “Todos estão cansados de pagar caro pelo pedágio. Ninguém aguenta mais não ver obras somente no papel. Agora é a hora de mudar o rumo do pedágio e, para isso, a participação de todos é imprescindível”, defende Arilson.

Já Traiano, que mediou o encontro, enfatizou a importância crucial do setor produtivo do Paraná no contexto brasileiro, e destacou que não é possível que o pedágio continue sendo um entrave à realização plena de todo nosso potencial praticando preços abusivos.

Serão 140 km de rodovias pedagiadas no Sudoeste, que não possui praças de pedágio na concessão atual. Para Traiano, existe um consenso de que o pedágio é necessário. “A questão é encontrar uma fórmula que atenda as demandas da população e do setor produtivo por infraestrutura, boas estradas, com um uma modelagem que não imponha um custo excessivo que prejudique a produção e os usuários como o que vivemos nas últimas décadas. O papel da Assembleia é fazer a mediação entre os usuários, o Governo Federal, e as empresas”, disse.

Sudoeste – Diversos parlamentares participaram do debate. Boa parte, do próprio Sudoeste. Caso da deputada Luciana Rafagnin (PT). Para ela, o custo do pedágio está ligado à geração de empregos na região. “Tenho certeza que o diálogo vai permanecer, principalmente na questão logística, porque precisamos dar segurança e também viabilidade a economia da nossa região.

O alto custo do pedágio pode inviabilizar inclusive a geração de empregos, porque interfere na economia dos municípios”, disse.

Com informações da Alep

Publicado em: 19/02/21



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